22/09/2009

Homem Branco – Michael Gungor Band – Deus não cabe nas nossas caixinhas, nem se identifica com nossas ideologias

White Man
Words and music by Michael Gungor and Lisa Gungor

God is not a man (Deus não é homem)
God is not a white man (Deus não é um homem branco)
God is not a man sitting on a cloud (Deus não é um homem sentado numa nuvem)

God cannot be bought (Deus não pode ser comprado)
God will not be boxed in (Deus não será encaixotado)
God will not be owned by religion (Deus não será apropriado pela religião)

But God is love, God is love, and He loves everyone (Mas Deus é amor, Deus é amor, e Ele ama a todos)
God is love, God is love, and He loves everyone (Deus é amor, Deus é amor, e Ele ama a todos)

God is not a man (Deus não é homem)
God is not an old man (Deus não é um homem velho)
God does not belong to Republicans (Deus não pertence aos Republicanos)
God is not a flag (Deus não é uma bandeira)
Not even American ( Nem mesmo americana)
And God does not depend on a government (E Deus não depende de um governo)

But God is good, God is good, and He loves everyone (Mas Deus é bom, Deus é bom, e Ele ama a todos)
God is good, God is good, and He loves everyone (Deus é bom, Deus é bom, e Ele ama a todos)

Atheists and Charlatans and Communists and Lesbians (ateus e charlatãos e comunistas e lésbicas)
And even old Pat Robertson, oh God He loves us all (E mesmo o velho Pat Robertson, Oh, Deus, Ele ama todos nós)
Catholic or Protestant, Terrorist or President (católico ou protestante, terrorista ou presidente)
Everybody, everybody, love, love, love, love, love (todo mundo, todo mundo, amor, amor, amor, amor)

Oh, la la la la la la la la la la la la la la la
Yeah, I say God is love, God is love, and He loves everyone (Sim, eu digo Deus é amor, Deus é amor e Ele ama a todos)
La la la la la la la la la la la la la la la la
Stop the hating, please just stop the hating now cause God is love (pare o ódio, por favor apenas pare o ódio agora porque Deus é amor)
Oh, whoa, la la la la la la la la la la la la la la la la la la la la la la la

© 2008 worshiptogether.com songs/ASCAP. Admin by EMI CMG Publishing.

14/09/2009

11 de Setembro – Pra lembrar

24/07/2009

Para o que der e vier: João Pedro Teixeira, mártir evangélico?

Ano passado, numa feira de livros usados da Universidade McGill, em Montreal, encontrei o livro Cambão: a face oculta do Brasil, de Francisco Julião, numa edição da Penguin Books (Cambão – The Yoke: The Hidden Face of Brazil), de 1972, relato autobiográfico do principal líder das Ligas Camponesas.

Cambão_NordesteO livro, escrito em 1968, por uma feliz coincidência, foi relançado há poucos dias em Pernambuco pela Edições Bargaço com a presença de familiares e amigos de Francisco Julião, cuja morte fez exatos 10 anos. Julião foi preso por ocasião do Golpe de 1964 e exilou-se no México. As Ligas Camponesas não sobreviveram ao Golpe como tantos outros movimentos que propunham a transformação da sociedade brasileira nos anos 1960.

Meu interesse pelo livro se deu obviamente pela importância histórica das Ligas no processo de emancipação e democratização do povo brasileiro, mas especialmente porque elas tiveram muitas lideranças oriundas de igrejas evangélicas, históricas e pentecostais. No livro, Francisco Julião comenta a participação dos protestantes nas Ligas:

“It is only fair to say that the League was able to count from the start on the steadfast support of a few Protestant missionaries from several sects who went about, bible in hand, delivering sermons about the land, seed, ploughs, sowing, harvesting and work, drawing on symbols and passages from the two Testaments to win followers and widen their field of action. (pp. 149-150)”

Julião narra um episódio entre um camponês protestante membro da Liga de Jaboatão, Recife, e o vice-prefeito da cidade, proprietário de terra para mostrar o nível de politicização do campesinato que vale a pena transcrever na íntegra:

Whenever a League centre was opened in a city or town it was our custom to invite the local authorities to be present at the ceremony; this was a public demonstration of the organization’s legality. Some authorities would attend; others found a thousand excuses to keep away; many refused on the grounds that the League was subversive because it aimed at changing existing law and at agitating the peasantry against the landowners. When the vice-prefect of Jaboatão was invited to the inauguration of the Jaboatão League he refused on the grounds that the League was communist. Whereupon the peasant retorted: “The League’s inside the law. It’s been registered. It has proper statutes. You can see them”.

The landowner, however, counter-attacked: “The devil knows what clothes to wear. He puts on pilgrim’s clothes to fool you, but the people look at his feet and can see they’re goat’s feet. Communism is like the Devil”.

“Excuse my ignorance, boss, but I’ve noticed that whenever something turns up that’ll benefit the poor they tell you it’s communism. That way they’re stoking communism up. It’ll end by winning…”

“Do you know what communism is?”

“No. My law is of of another kind, Jesus Christ’s, our Lord’s.”

“Then I’ll tell you. Communism is taking other’s people’s goods, outraging other people’s wives and daughters and attacking our religion. That is the law of communism.”

The Protestant thought for a while and gave the following reply which is still remembered in the North-East.

“Well, if that’s the law of communism, we’re already in it. Look: the poor man rents some land, builds a house, puts up a fence, plants some trees and makes some other improvements. One day the boss goes against him, chucks him out and doesn’t give him a penny. So he’s taking other’s people goods. If the poor man has a pretty daughter, there’ll soon be some foreman or plantation-owner or rich man to dishonour her. It’s no good his complaining: rich men don’t marry poor women. As for the rest, I’m a Protestant myself, and the landowner where I live is a Catholic woman. I can’t worship in my own house or sing my hymns because she doesn’t like them. She’s attacking my religion…There we are, boss. The League came to finish with this law which you call communism and make another, a fair law, to protect to the poor”. (pp. 150-152)

Julião cita nominalmente alguns dos protestantes que lideraram algumas das Ligas Camponesas entre as mais ativas: Joaquim Camilo e José Evangelista, líderes da Liga de Jaboatão, em Pernambuco; e João Pedro Teixeira, a quem Julião chama de pastor protestante (sic), líder da Liga de Sapé, na Paraíba.

João Pedro Teixeira era presbiteriano e líder de uma das maiores ligas da Paraíba, com mais de 10.000 associados. Foi assassinado em 1962 por organizar os trabalhadores para defender melhores condições de trabalho, lutar pela Reforma Agrária e a justiça no campo. Eduardo Coutinho, um dos maiores documentaristas brasileiros, registrou a história de João Pedro Teixeira em Cabra Marcado Pra Morrer (1981-1984), filme que ganhou 12 prêmios internacionais e é considerado um marco na história do cinema brasileiro. Alcides Ramos, numa análise sobre o filme na revista digital Nuevo Mundo, Mundos Nuevos, comenta que o filme, ao ser lançado em 1984, apresenta-se como uma plataforma para a construção de uma esquerda democrática no Brasil.

O filme resgata a história de João Pedro Teixeira e das Ligas Camponesas através dos depoimentos da esposa Elizabeth Teixeira, dos filhos e de outros camponeses contemporâneos de João e das lutas nos idos 1950-60. É Elizabeth Teixeira que conta a experiência religiosa do marido:

Moramos 9 anos em Recife e João Pedro foi ser crente da Igreja Evangélica Presbiteriana. Nessa época, começou a participar da luta da classe trabalhadora, fundando o sindicato da classe dele, trabalhava na construção civil. As primeiras reuniões foram em casa, no começo dos anos 50 (…) Na luta do dia-a-dia ficou afastado da Igreja, não freqüentava, mas dizia que era evangélico. Quando foi preso pelo Exército na renúncia de Jânio Quadros, um major, na minha residência, fez várias perguntas sobre a Bíblia e ele respondeu todas..” (Entrevista à revista Teoria e Debate, n0 30, Dez 1995 -Jan 1996)

João Zinclair

João Zinclair

Na mesma entrevista Elisabeth Teixeira conta que depois que um dos líderes dos trabalhadores foi assassinado e outro baleado, e com o crescimento das ameaças de morte que João Pedro recebia, sugere a ele que saia da Paraíba, ao que ele responde: “Eu não vou, eu continuo a luta aqui. Não me acovardo de jeito nenhum”. Essa tenacidade e perseverança de João Pedro lhe custou a morte em 02 de abril de 1962, mas acarretou o aumento da mobilização dos trabalhadores (chegando a 30 mil associados) e o envolvimento de Elizabeth na liderança da Liga de Sapé até o Golpe de 1964 quando, depois de presa e ameaçada várias vezes, muda-se para o Rio Grande do Norte, para retornar em 1981 à Paraíba procurada por Eduardo Coutinho que retomara as filmagens sobre a vida de João Pedro Teixeira. Dois dos seus filhos também foram assassinados por se envolverem na luta camponesa.

Nos últimos anos, a memória de João Pedro Teixeira tem sido resgatada pelos movimentos e organizações que lutam pela Reforma Agrária no Brasil e justas homenagens têm sido prestadas a João Pedro Teixeira e à Elizabeth Teixeira, já nos seus 84 anos. A mais recente homenagem foi a criação da ONG Memorial das Ligas Camponesas, em Sapé, que pretende manter viva a memória das Ligas e está sediada em Barra de Antas, no Memorial João Pedro Teixeira, onde encontra-se o acervo sobre sua vida e trajetória.

João Pedro teria feito no último 04 de março 91 anos, se estivesse vivo. Não seria mal se pudéssemos todos os anos recordar seu compromisso e contribuição para a causa do Reino no Brasil, lembrando dele como um dos nossos heróis evangélicos, alguém que entregou a vida pela convicção de que lutar pelos direitos dos trabalhadores e pela Reforma Agrária era cumprir sua vocação cristã e evangélica sem se acovardar. Essa convicção e disposição não é menos necessária agora do que era nos anos 1950 e 1960. Como uma das expressões que Elisabeth Teixeira gosta de usar, é preciso dar continuidade à luta “para o que der e vier”.

20/07/2009

Profeta Miquéias (7. 2-4;7)

Os piedosos desapareceram do país; não há um justo sequer.

Todos estão à espreita para derramar sangue; cada um caça seu irmão como uma armadilha.

Com as mãos prontas pra fazer o mal o governante exige presentes, o juiz aceita suborno,

os poderosos impõem o que querem; todos tramam em conjunto.

O melhor deles é como o espinheiro; e o mais correto é pior que uma cerca de espinhos.

Chegou o dia anunciado pelas suas sentinelas, o dia do castigo de Deus.

Agora reinará a confusão entre eles.

Mas, quanto à mim, ficarei atento ao Senhor,

esperando em Deus, o meu Salvador,

pois o meu Deus me ouvirá.

08/07/2009

O fim do mundo como nós o conhecemos – Thanks, God!

O título deste artigo foi o tema do encontro da Rede Kairós Canada, rede que reúne as principais igrejas e organizações cristãs do país. O encontro, realizado na cidade de Waterloo, de 17 a 20 de junho, se construiu sobre a imaginação apocalíptica de que Deus, com nossa participação, está recriando o mundo. Se há crise no mundo, e basta ler os jornais ou ver o noticiário na TV para ver que ela se apresenta de diferentes formas, como podemos imaginar o fim do mundo como o conhecemos e um novo começo? Assim, os participantes fomos convidados a refletir sobre a esperança e a sabedoria apocalíptica na recriação radical de todas as coisas.

  1. Sheila Watt Cloutier, ativista inuit reconhecida no Canadá na defesa do modo de vida do seu povo e da preservação do Ártico, nos lembrou que “TUDO ESTÁ CONECTADO”. Como tão bem exemplifica a relação entre os inuit, sua cultura e sua sobrevivência através da caça no Ártico, falar de Meio Ambiente é falar de engajar-se em criar e construir comunidades sustentáveis, de relações familiares significativas e de garantir espaço para a diversidade cultural.
  2. O outro lado da conectividade, abordado por Sharon Ruiz Duremdes, importante líder leiga batista nas Filipinas, é, por um lado, não esquecer que Deus está sempre interessado em novos começos na história e que nos acompanha nas nossas lutas para criar e recriar o mundo segundo Seu verdadeiro propósito. Contra a falta de imaginação ou a sensação de inevitabilidade histórica presente e paralisante, Sharon Ruiz nos convida para a construção da “globalização da solidariedade”.
  3. Há esperança e sabedoria no apocalipse? Sim!, mas se formos capazes de acompanharmos os sinais dos tempos tomando parte na celebração da resistência.
  4. A capacidade de RESISTIR a cada dia nos dai hoje, Senhor!
  5. Ched Myers — teólogo menonita estadunidense — e Denise Couture — teóloga católica quebequense — lembraram aos participantes de que é necessário RESISTIR. Para Myers, resistir significa praticar uma “teologia insônica”, ou seja, sair do refúgio da negação e manter-se acordado. Cristo, no momento da crise no Getsêmani, pergunta aos seus discípulos: Vocês não podem vigiar comigo nem por uma hora? É necessário rever nossas lealdades e, desmascarada a realidade, recusar a colaborar com o Império e seu sistema opressor.
  6. Denise Couture nos recordou que essa resistência significa destruir um sistema (A CASA[1]) que é de uma só vez apoiada em um tripé opressor, FALO-TECNO-COLONIAL, que gera relações assimétricas entre homem/mulher, entre ser humano/natureza e entre países. Contestar essas relações de opressão significaria trabalhar contra os privilégios daqueles que se beneficiam do sistema: aprender a desaprender ou mudar o estilo e estrutura de vida do Ocidente que se tornou o padrão para a comunidade global. Assim, a resistência aponta para uma transformação sistêmica (o pessoal, o estrutural e o espiritual estão interconectados), o que quer dizer atacar a CASA por todos os lados: de dentro, incluir os excluídos na CASA, exilar-se à margem da CASA para “destruí-la” e reproduzi-la parodicamente a fim de desestabilizá-la.
  7. Mas se crise aponta para o fim do mundo como nós o conhecemos, onde estão os sinais de esperança que nos conduz a um novo começo nestes tempos de crise? Eles estão por toda a parte emergindo e precisamos ter consciência dos desafios que temos na tarefa de participar de sua emergência. Fundamentalmente, isso significa educar-se e engajar-se em radicalizar a democracia; em tornar os Direitos Humanos disponíveis para todos; em colocar as pessoas e seu bem-estar em primeiro lugar, antes do lucro; em imaginar e antecipar o futuro fazendo sacrifícios que ajudem a erradicar a injustiça e a violência; em tornar o planeta um lugar habitável para as próximas gerações; em conectar-se com a natureza, com as pessoas e seus modos de vida; em aprender a consumir menos do que o realmente necessário; em reconhecer a diversidade e celebrá-la; em resolver os conflitos e transformá-los de forma não-violenta.

[1] Denise está fazendo referência aqui ao filme HOME, (CASA, em inglês) lançado no dia 05 de junho de 2009, que apresenta os desafios da humanidade relacionados ao esgotamento dos recursos do planeta e às  mudanças climáticas. Ver o filme em http://www.youtube.com/homeprojectES.

23/06/2009

Vozes da Pobreza e das Igrejas no Canadá

A pobreza está por todo lado. Ninguém escapa dos efeitos das contradições do capitalismo globalizado. Essa foi a primeira lição que fui relembrado no pré-encontro da rede Kairós Canadá (16 de junho último), rede que reúne as principais igrejas e organizações cristãs do país para lutar por justiça e paz no Canadá e no mundo. Não estou falando da crise recente do sistema financeiro que gerou a perda de milhares de empregos por toda parte, aumentando o número de famílias que vão ter que lidar com a escassez de recursos no seu dia-a-dia. Não, falo das contradições estruturais que mantém milhões de canadenses (de 3 a 5 milhões segundo diferentes levantamentos) na pobreza e que agora se torna um tema prioritário para a sociedade canadense.

Mas o pré-encontro de um dia inteiro que se chamou Remembering Us: Voices of the Marginalized and Poor in Canada (Recordando-nos: Vozes do Marginalizado e do Pobre no Canadá), não tratou especificamente das causas estruturais da pobreza no Canadá. Uma discussão necessária que foi tomada como pressuposta: causas complexas, tarefas urgentes e pragmáticas — Quais as estratégias de enfrentamento da pobreza as igrejas e outras organizações da sociedade civil estão desenvolvendo pelo Canadá? Quais as ferramentas e recursos com os quais elas estão trabalhando?  O que pode ser feito para influenciar governos e legislativos a fim de erradicar a pobreza? Como organizar as igrejas para um papel protagônico na luta contra a pobreza?

A segunda lição relaciona-se com as perguntas que foram feitas no encontro e discutida entre os participantes: é preciso ouvir o que está sendo realizado por diferentes atores. Existem excelentes iniciativas que precisam ser conhecidas, reconhecidas e adaptadas a cada realidade. Ouvir aquilo que outros já estão fazendo nos ajuda a ter esperança de que não somente há outras realidades sendo construídas, mais justas e igualitárias, mas que precisamos ser lembrados de que nós também temos responsabilidade e de que somos capazes de criar mudança. Há esperança para o mundo e há esperança para nós.

A terceira lição reafirma minha convicção de que é preciso juntar forças para transformar de modo sustentável estruturas injustas, produtoras de desigualdade e morte. Em primeiro lugar, juntar forças nos permite sonhar mais além do provável, para forçar as fronteiras do possível. Assim, falou-se de erradicação da pobreza invés de redução da pobreza. Ao mesmo tempo, não apenas incidências locais podem ser pensadas e articuladas mas campanhas estaduais ou nacionais com o caso da Campanha Dignity for All: The Campaing for a Poverty-Free Canada (Dignidade para Todos: Campanha para um Canadá Livre da Pobreza)  que trabalha por legislação, fundos e plano do governo federal para a eliminação da pobreza. Outro aspecto de trabalhar conjuntamente refere-se a necessidade de construir redes de relacionamentos sustentáveis já que enfrentar ou eliminar a pobreza requer uma aliança que seja resiliente e perseverante.

A quarta lição aponta para o princípio da participação democrática e cidadã. O caminho para a solução das causas estruturais da pobreza, segundo os participantes, passa pela pressão pública (advocacy) dos cidadãos, das igrejas e das organizações comunitárias. Para isso, é fundamental mobilizar o apoio das organizações da sociedade, construindo amplas alianças; convencer a opinião pública de que a mudança é necessária e assegurar o compromisso político para  sua realização.  Não há outro caminho senão o da radicalização da democracia, por meio da qual reivindicamos a finalidade pública de impostos, programas e políticas dos governos democraticamente eleitos. Isso requer um esforço de educação para a participação cidadã baseada numa perspectiva de direitos, tarefa para a qual as igrejas e organizações evangélicas no Brasil precisam urgentemente se preparar.

29/05/2009

Imaginar o futuro

Uma das idéias mais seminais de Elise Boulding, quaker especialista no campo dos estudos e pesquisas sobre Cultura de Paz, é a de que devemos ‘imaginar o futuro’ como um caminho efetivo para sair do isolamento e de uma atitude defensiva e participar na construção de uma cultura global tolerante e pacífica. Boulding propõe o uso da imaginacão social colocado no contexto do que ela chama ‘200 anos do presente’, ou seja, a idéia de que devemos entender que nós vivemos em um espaço social que alcança o passado e o futuro.

Nessa mesma idéia também inscreve-se The Moral Imagination: the Art and Soul of Building Peace, livro do menonita John Paul Lederach, importante teórico e ativista do campo da Resolução de Conflitos. Lederach usa o termo ‘imaginação moral’ para designar a capacidade de perceber além e mais profundamente do que vêem nossos olhos e a capacidade de dar à luz algo novo que no seu próprio surgimento transforma nosso mundo e o modo como vemos as coisas. Ou seja, a capacidade de imaginar e gerar respostas e iniciativas construtivas aos desafios e ciclos enraizados nas realidades desencorajadoras do cotidiano.

Seguindo a proposta de Boulding e Lederach, gostaria de convidar você a fazer comigo um exercício de imaginação moral em relação à presença evangélica no Brasil vis-à-vis aos desafios reais enfrentados pela maioria da população brasileira. A opção aqui não é, obviamente, de fazer um exercício religioso, do tipo que identifica a expansão da religião evangélica com o alcance do Evangelho de Jesus em termos de “números de convertidos” ou de “igrejas plantadas”, mas de pensar o alcance missionário evangélico na direção de mudanças comportamentais, atitudinais e estruturais na vida brasileira.

Importante considerar para nosso exercício de imaginar o futuro a idéia de Boulding a respeito da realidade presente: o presente é moldado pelo passado e as mudanças ocorrem processualmente  ao longo de gerações (por isso ‘200 anos do presente’). Nesse sentido, é importante ter em mente que há 100 anos atrás o protestantismo completava seu primeiro centenário no Brasil. A chegada dos imigrantes anglicanos (1810, com a Abertura dos Portos) e luteranos (1818) significou um ponto de inflexão no projeto de um Brasil moderno. Esperava-se que o protestantismo recém-chegado pudesse dar uma contribuição fundamental para esse processo na expansão das liberdades e do espírito empreendedor. Em 1908, o projeto liberal-republicano brasileiro já estava firmemente estabelecido, ainda que com os vícios da nossa elite e de um sistema fortemente excludente. Também estavam firmemente estabelecidas, e em plena expansão, as principais denominações protestantes históricas como batistas, presbiterianos, metodistas e congregacionais, além das já mencionadas luterana e anglicana.

Não pretendo retomar aqui a história da presença protestante no país por completo mas acho importante destacar dois fatos importantes em relação à sua influência na sociedade brasileira: 1) os valores modernos que o protestantismo supostamente aportaria ao Brasil foram comprometidos pelo caráter anti-católico, quase estritamente proselitista, doutrinariamente moralista, com pouca capacidade de inculturação e ênfase numa soteriologia excessivamente individualista e desencarnada das igrejas históricas; 2) os pentecostais, que dominaram a cena a partir da década de 1970 e levaram a mensagem evangélica às massas, estavam mais marcadamente imersos na cultura evangélica do pré-milenismo dispensacionalista estadunidense do início do século XX. Embora pesquisas demonstram que sua presença nas periferias muda o comportamento das pessoas indicando proximidade aos valores modernos, seu impacto é, por isso mesmo, individualizador e sem projeto de transformação estrutural.

Contrariamente a esses dois fatos que apontariam para um diagnóstico pessimista, é bem verdade que a consolidação do pluralismo religioso no Brasil com a defesa da liberdade religiosa sempre encontraram largo espaço na presença protestante no espaço público. É bem verdade também que  houve ensaios em alguns momentos da histórica brasileira dos últimos 120 anos de uma abertura para um papel relevante na construção da nação no sentido democrático e cidadão. No entanto, seria desonesto dizer que o protestantismo teve um papel destacado no avanço dos valores democráticos e republicanos no Brasil.

Por isso mesmo, me proponho a fazer um exercício de pensar o papel que podemos ou devemos ter no presente e no futuro do país na medida em que vamos ganhando densidade demográfica. Como exercício de imaginação moral, o que escrevo é tributário daquilo que muitos já tem ensaiado dizer, mesmo que de forma assistemática, em suas mensagens e  escritos. Ao mesmo tempo, está aberto para redefinições e contribuições. Começemos, então a imaginar uma nova realidade que oriente nossas ações. Te convido a … 

Imaginar que um verdadeiro “avivamento de relevância” marcará toda uma geração de brasileiros para quem ser evangélico significará fidelidade ao evangelho de Jesus de Nazaré e nada mais do que isso.

Imaginar que nossa mensagem e testemunho apontará para uma nova realidade, uma transformação que afetará todas as dimensões da vida brasileira resultado do compromisso com o Deus que ama a justiça, o direito e a compaixão.

Imaginar que as milhares de igrejas espalhadas pelo país se tornarão agentes de paz, de justiça e de cuidado com a criação como tarefa essencial e constitutiva de ser ’sal da terra’ e ‘luz do mundo’. Que em cada cidade e bairro do país onde existir uma comunidade de cristãos, eles denunciarão a miséria e pobreza, a fome, a corrupção, a violação dos direitos humanos, a violência, e toda forma de injustiça e desigualdade;

Imaginar que os milhões de cristãos não se conformarão com os sistemas idólatras que entronizam o dinheiro, o poder e o sucesso numa perspectiva individulista, mas trabalharão para que a solidariedade, a dignidade e a integridade sejam os valores primordiais na sociedade brasileira e que a riqueza  e felicidade esteja ao alcance de todos;

Imaginar que o denominacionalismo não fará mais sentido porque aprenderemos a viver como irmãos e a respeitar nossas diferenças de doutrina, de liturgia, de governo, etc. Imaginar que aprenderemos a celebrar e reconciliar nossas diferenças no amor de modo que movimentos de unidade visível não serão anátemas mas respostas sinceras à oração de Jesus e ao ministério de reconciliação que Deus nos incumbiu;

Imaginar que as crianças serão prioridade não apenas nas escolas dominicais das milhares de igrejas espalhadas pelo país para receberem instrução equilibrada sobre a espiritualidade bíblica; as igrejas serão defensoras incansáveis dos direitos das crianças a terem uma vida digna de modo que na cidade ou no campo, nas diferentes regiões do país, nas diferentes etnias, encontremos  todas as crianças sorrindo, estudando e brincando;  

Imaginar que nossas igrejas serão espaços abertos e acolhedores para todos os que buscam sentido e descanso, conselho e amizade, afeto e compaixão, companheirismo e uma família alargada; nossas igrejas serão comunidades de amor compassivo e de graça perdoadora para os desesperados e perturbados, para os desacreditados e reincidentes;

Imaginar que a violência, em todas as suas formas, será firmemente enfrentada de modo que as igrejas se tornarão referência de uma cultura de paz e valorização da vida e como centros irradiadores de paz e espaços de aprendizagem de mediação e transformação de conflitos na família, no trabalho, na escola, no bairro, na cidade.    

Imaginar que as mulheres serão valorizadas como iguais nas igrejas, que por sua vez se tornarão promotoras da igualdade entre homens e mulheres em casa, no trabalho, na escola, na sociedade. Imaginar que as mulheres não sofrerão nem discriminação nem violência nas comunidades onde os evangélicos tiverem uma presença expressiva.

Imaginar que nosso compromisso missionário se traduzirá no compromisso de cada cristão e cristã a ser portador vivo da mensagem evangélica de modo que o anúncio naõ seja o único e mais valorizado aspecto da missão mas inclua o diálogo, o testemunho de vida, a promoção da justiça, da paz e o cuidado com a criação.

Imaginar que….

03/05/2009

Cidadania: entre o pacato cidadão e o agente de transformação

Cidadania (do latim, civitas,”cidade”), é o conjunto de direitos e deveres ao qual um indivíduo está sujeito em relação à sociedade em que vive. (Wikipédia)

Quem inventou essa tal de cidadania?

Cidadania tem raízes antigas, mas é uma invenção moderna. Não tem nem 300 anos que ela apareceu e ganhou o planeta como uma idéia central e muito poderosa. Os três processos chaves que lhe deram origem foram a Revolução Americana (1776), a Revolução Francesa (1789) e a Revolução Russa (1917). Elas fundaram a era dos direitos: direitos civis (direito à vida, à liberdade, à propriedade, à opinião, à igualdade perante a lei, à religião), direitos políticos (poder votar, ser votado e participar dos processos políticos) e direitos sociais (direito à educação, à saúde, ao trabalho, à moradia, a um salário justo, etc.). E cidadania quer dizer exatamente poder usufruir de tais direitos, uma boa idéia que tomou forma em instituições como os parlamentos, as constituições, os sistemas públicos de proteção social, a imprensa, o poder judiciário, etc.

Como você deve ter percebido, cidadania normalmente está associada à democracia, originando o conceito de cidadania democrática. Eu gosto desse termo porque ele define a tal da cidadania pela participação dos cidadãos, já que democracia quer dizer ampla participação naquilo que diz respeito a todos: o governo e a forma de organização da sociedade para o bem de todos. E quando falamos de participação, falamos também dos deveres dos cidadãos. Muitos reconhecem que aqui está o coração da cidadania porque, embora nascemos cidadãos, os direitos garantidos na lei não estão sempre disponíveis para todos. Quando isso acontece, há injustiça e desigualdade, palavras que nos incomodam mas que estão presentes no nosso cotidiano. E é aqui que mora o problema…

Do que a gente está falando mesmo?

Não tem como fugir. A cidadania democrática nos qualifica como portadores de direitos e ao mesmo tempo construtores de processos que permitem que eles sejam respeitados. Como assim? Por exemplo, a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi assinada em 1948, logo após a criação da Organização das Nações Unidas (ONU), reconhecendo os direitos que falamos acima. Embora o Brasil tenha assinado a declaração em 1948, apenas em 1988 tivemos uma constituição que reconhecia cidadania plena aos brasileiros e brasileiras. A constituição de 1988, chamada Constituição Cidadã, foi na verdade resultado de diferentes lutas do povo brasileiro durante e depois de 25 anos de Ditadura Militar, que foi a ausência da democracia e a suspensão de vários dos direitos que estavam escritos na Declaração Universal dos Direitos Humanos que o Brasil já havia assinado. É a velha história da distância entre o que está escrito na lei e sua prática e respeito.

Hoje ainda, sabemos que vastos segmentos da população brasileira não têm sua cidadania reconhecida. O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo, ou seja, a diferença entre ricos e pobres é realmente enorme. Ainda existe discriminação racial, as mulheres não recebem salários iguais aos homens no mercado de trabalho, os índices de violência são altos, existem milhões de analfabetos, não há moradia para todos, há muita concentração de terra e crianças e idosos morrem sem receber tratamento adequado de saúde. Parece uma tarefa que não tem fim. Vale a pena insistir nela? Acredito que sim.

E o cristão? Pacato cidadão ou agente de transformação?

Muitos reconhecem nos profetas do Antigo Testamento alguns dos princípios que orientaram a idéia de cidadania como a igualdade, a justiça e o bem-estar de todos. Isaías, Amós e Miquéias, entre outros, reclamaram esses princípios para a vida política de Israel. Na verdade, eles agiram de acordo com o que conheciam da história do seu povo: o Deus que os escolhera tinha se levantado contra a opressão da escravidão no Egito, libertando-os. A liberdade e a justiça estão no DNA da história do povo hebreu.

O próprio Jesus, quando se levantou para começar o seu trabalho itinerante, invocou a tradição dos profetas (Isaías 61, 1 e 2; Lc 4, 18-20) formando um grupo incomum de seguidores para anunciar um novo reinado, um novo governo e novas leis que ele chamou de “reino de Deus”(conforme o Evangelho de Lucas e Marcos) ou “reino dos céus” (conforme o Evangelho de Mateus).

Infelizmente, muitos cristãos têm compreendido a pregação e ensino de Jesus como uma negação de tudo o que se relaciona com a política e com a vida coletiva. Como resultado dessa compreensão, se tornam “pacatos cidadãos”, pessoas que não exercem uma cidadania ativa e participativa. Fazendo assim, elas contribuem para que a cidadania demore a ser exercida de forma plena.

Por outro lado, muitos cristãos têm entendido que uma das dimensões mais profundas do Evangelho de Jesus de Nazaré é a imaginação de sociedades mais justas e mais igualitárias. Por isso se vêem como agentes de transformação na sociedade e empenham-se na luta pelo respeito aos direitos de cada cidadão, a começar pelos mais desprotegidos.

Entre estes agentes de transformação estão cristãos como William Wilberforce, que lutou pelo fim do tráfico de escravos na Inglaterra do século 18 e 19; Elizabeth Cady Stanton, pioneira e líder do movimento pelos direitos das mulheres nos Estados Unidos no século 19; Martin Luther King Jr., líder do movimento pelos direitos civis dos negros estadunidenses nas décadas de 1950 e 1960; Desmond Tutu, um dos líderes da luta anti-apartheid na África do Sul entre as décadas de 1970 e 1990; João PedroTeixeira, um dos principais líderes das Ligas Camponesas, movimento que lutou pela reforma agrária nas décadas de 1950 e 1960 no Brasil; James Stuart Wright, que se dedicou aos Direitos Humanos realizando um levantamento o mais completo possível sobre a tortura no Brasil da Ditadura Militar.

Esses, entre muitos outros, são exemplos de cidadania ativa e participativa e nos ensinam, juntamente com o testemunho bíblico, que o evangelho de Jesus de Nazaré é uma força transformadora na sociedade atual e nos dá, como diz o poeta Milton Nascimento, um coração civil.

* Este texto foi um estudo que fiz para o Chicklésia, um site de estudos bíblicos para adolescentes que visa a ajudá-los a reinventar a igreja.

20/04/2009

A maioria dos crentes pensa que espiritualidade é orar; porém, no Novo Testamento, aprendemos que é preciso orar e vigiar. Precisamos de uma espiritualidade dotada de sentidos – ou seja, em uma forma bem figurativa, ao invés de fechar os olhos, temos de abri-los para orar. Uma Igreja desconectada do cotidiano não tem futuro, só passado.

Jürgen Moltmann, em entrevista à revista Cristianismo Hoje

19/04/2009

CARTA DE RIO BONITO

* Essa carta foi elaborada conjuntamente pela liderança da Juventude Batista do Rio de Janeiro – JUBERJ e mais 80 líderes de Jovens que atuam em diversas igrejas Batistas do Estado do Rio de Janeiro. Redação: Luís Henrique da Costa Leão, Pr

Nós, jovens batistas do Estado do Rio de Janeiro, reunidos no Congresso Juventude Ativa, na cidade de Rio Bonito-RJ, no dias 09-12 de Abril de 2009, nos manifestamos sobre a realidade social do nosso país.

 Entendemos que a situação de injustiça social, pobreza, fome, desigualdades (raça, gênero, econômica etc.) corrupção, ofendem o caráter de nosso Deus – Justo, Santo, Salvador e Libertador – conforme revelado em sua Palavra (A Bíblia).

 Compreendemos que a vida e mensagem de nosso mestre e Senhor Jesus Cristo, que pregou e manifestou o Reino de Deus, foi revolucionária nos sentidos espiritual, moral e social. É em nome dEle e de Seu Reino que falamos.

 A) REPUDIAMOS:

  • A desigualdade social marcante no Brasil, porque fere os princípios do reino de Deus;
  • A omissão da igreja de Cristo frente às necessidades sociais do país e a religiosidade vã e estéril desenvolvida em quatro paredes, que leva ao não desenvolvimento de projetos que visem mudar a realidade social ao redor da igreja local;
  • Toda espécie de corrupção e falsidade nas relações sociais, sobretudo no campo político.
  • As formas de exploração do ser humano como trabalho infantil e trabalho escravo. Também as condições de trabalho e renda que não garantem ao cidadão o sustento familiar, o direito ao lazer e às condições básicas de saúde;
  • Todas as formas de preconceito e discriminação social, cultural, racial, econômica e de gênero.
  • As diversas manifestações da violência praticadas em nossa sociedade: Física, sexual, psicológica, contra qualquer grupo populacional, sobretudo mulheres, crianças, adolescentes e idosos. Também a utilização de menores no tráfico de drogas;
  • A destruição do nosso planeta e o mau uso dos nossos recursos naturais engendrados por forças produtivas estrangeiras e nacionais, que comprometem a vida da atual e das futuras gerações;
  • A não efetividade dos direitos sociais garantidos na Constituição Federal Brasileira;
  • O escândalo da presença da fome num país de grandes riquezas naturais (Terras produtivas e farta condições de produção e distribuição de alimentos);
  • A banalização da vida e insensibilidade em relação à morte, principalmente as previsíveis e evitáveis;
  • O individualismo que acaba por alienar as pessoas frente às necessidades alheias e coloca em segundo plano o interesse coletivo;
  • O evangelho interpretado e pregado como oferta de prosperidade, que não reflete a Justiça do Reino de Deus, alienando pessoas;
  • A desvalorização da instituição família.

B) NOS COMPROMETEMOS A:

  • Orar constantemente pela situação social de nosso país, pelas autoridades civis assim como pela liderança eclesiástica;
  • Contagiar cada vez mais jovens a exercer a justiça social, utilizando nossas organizações de juventudes (JUBAS) locais e regionais como mobilizadoras de ações sociais nas cidades;
  • Estarmos atentos às questões sociais e não ficarmos em silêncio – “O que me incomoda não é o grito dos maus e sim o silêncio dos cristãos”. (Parafraseando M. Luther King Jr.)
  • Doar nossas vidas em prol do bem-estar social, físico, emocional e espiritual de nossos semelhantes a exemplo de Jesus Cristo, nosso senhor e mestre, cuja vida entregou por todos os seres humanos;
  • Preservar o meio ambiente de todas as formas possíveis;
  • Buscar o bem comum ao invés de nossos próprios interesses em primeiro lugar; amando o próximo de forma prática. “Não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade” (I Jo 3.18)
  • Incentivar nossas igrejas a se aproximarem de suas comunidades locais, prestando serviço através de diálogos com instituições de saúde, educação, defesa de direitos etc.
  • A não sermos omissos, nem negligentes com o cumprimento de nossos direitos e deveres estabelecidos em lei;
  • Sermos promotores da paz e da não violência onde estivermos;
  • Identificar necessidades e demandas das comunidades em que vivemos e criar estratégias visando ao atendimento das mesmas;
  • Buscar conscientizar pessoas, na igreja e comunidade local, sobre os problemas sociais através da realização de fóruns, debates e palestras sobre temáticas sociais;
  • Sermos sempre éticos e verdadeiros nas nossas relações pessoais, familiares e profissionais;
  • Lutar por manter esse compromisso que nasceu no congresso Juventude Ativa 2009.

 SOMOS FILHOS DE DEUS! JOVENS QUE AMAM A JESUS E VAMOS LUTAR, ONDE ESTIVERMOS, POR PAZ, JUSTIÇA E VIDA.

 ”Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas JUSTIÇA, PAZ e ALEGRIA no Espírito Santo!” (Rm 14.17)